7 dicas para quem acabou de descobrir que está diabético tipo 1

diabetes control
Intro: Existem dois tipos de diabetes, o tipo 1 e o tipo 2. As causas e o impacto na vida do paciente são diferentes em cada um dos tipos. O tratamento também é diferente na maioria dos casos. Em breve falaremos mais sobre esses assuntos também.

O mais importante é ter consciência de que a vida não acabou e não será ruim daqui para frente. Diabetes é uma doença séria e deve ser tratada como tal, mas no fundo, sua vida não será muito diferente, mas com certeza será mais saudável.
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O papel do açúcar no Diabetes

Existem alguns mitos que cercam o Diabetes. Todos nós conhecemos alguém que tem diabetes, mas muitos nós não sabemos como alguém fica diabético, se passa e etc.

O Dr. Paul Donohoue, médico americano possui uma coluna em uma revista de saúde e respondeu a seguinte questão a respeito desse mito. Confira:

CARO DR. DONOHUE: Meu marido tem 1,80m de altura e pesa 77 quilos. Ele é corredor, participa de competições. Ele ama Kool-Aid (um tipo de suco de saquinho vendido nos Estados Unidos) e calcula que ele tome em um ano 150 quilos de açúcar só no Kool-Aid. Um amigo lhe dissese que se ele continuar com esse hábito, ele pode desenvolver diabetes. Uma pessoa, magra e atlética pode desenvolver diabetes devida a quantidade de açúcar que consome? – SB

RESPOSTA: Apesar de “açúcar” ser o nome do meio do diabetes, açúcar não causa diabetes. É uma crença popular de que ele faz, mas não faz. Pessoas com diabetes têm que ter cuidado com o consumo de açúcar, e até fazem contagem do total de carboidratos consumidos, mas os diabéticos não têm de eliminar o açúcar completamente de suas vidas, porém o monitoramento cuidadoso da ingestão de açúcar e carboidratos é essencial para o seu controle do nível de açúcar no sangue.

O diabetes tipo 1, o tipo que requer insulina para o controle, muitas vezes, tem seu início na infância ou juventude. É causada devido a uma destruição das células de insulina do pâncreas. O diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune, ou seja, acredita-se ser o trabalho do sistema imunológico. Açúcar não tem nada a ver com isso. Diabetes tipo 1 representa de 5% a 10% dos casos de diabetes.

O diabetes tipo 2, o tipo mais comum, ocorre a partir de um declínio na produção de insulina, juntamente com uma diminuição da eficácia da insulina. Noventa por cento dos diabéticos tipo 2 estão acima do peso e a perda de peso ajudaria a controlar o açúcar no sangue. A inatividade física também contribui para o diabetes tipo 2.Mais uma vez, não é a ingestão de açúcar que produz este tipo de diabetes. Mas o controle da ingestão de açúcar é importante para o controle desta variedade de diabetes.

Fonte: http://health.heraldtribune.com

Cientistas clonam célula produtora de insulina

DNA Strands
Cientistas em Nova Iorque, EUA, deram um importante passo em direção à cura do diabetes, clonando células produtoras de insulina apartir do DNA de uma mulher diabética.

Essa abordagem pode gerar impacto no tratamento do diabetes tipo 1, geralmente diagnosticado na infância, e atinge cerca de 25% da população diabética.

A doença “mata” as células produtoras de insulina no pâncreas, pessoas com diabetes tipo 1, precisam de injeções (geralmente diárias) de insulina para controlar a quantidade de glicose (açucar) no sangue.

Dieter Egli do New York Stem Cell Foundation liderou a pesquisa publicada no jornal Nature, “Este novo trabalho é um passo para no futuro realizarmos transplantes de células geneticamente modificadas”.

Doug Melton do Havard Stem Cell Institute, que não estava envolvido com as pesquisas, declarou que o resultado é tecnicamente impressionante. Mas ele disse acreditar que a técnica é mais útil como uma ferramenta de pesquisa que como uma fonte para transplantes. “As células podem ajudar os cientistas a descobrir a causa do diabetes tipo 1, o que pode refletir em melhores tratamentos”, disse Doug.

A técnica usada lembra o processo usado para clonagem de animais. Basicamente os cientistas colocaram o DNA retirado da pele da mulher em óvulos. Os óvulos foram cultivados até se tornarem embriões. Neste ponto os cientistas removeram as células-tronco, capazes de se transformar em qualquer tipo de célula do corpo humano. Essas células-tronco foram então, transformadas em células produtoras de insulina.

Dieter Egli disse aos jornalistas que essas células tem se mostrado promissoras, em testes realizados com animais, mas que não poderia estimar uma data para o inicio dos testes em humanos.

Este é o terceiro experimento, publicado, que usa a técnica da clonagem para criar células-tronco, e o primeiro a usar essa técnica para criar células produtoras de insulina.

Fonte: http://www.nature.com/nature

Canela ajuda a controlar glicemia

canela

Um novo estudo reforça a capacidade da canela em reduzir os níveis de açucar no sangue, uma boa noticia para os diabéticos, especialmente tipo 2.

O estudo da Western Universty of Health Sciences, de Pomona na California e Universtity of Connecticut, ambas nos Estados Unidos, descobriu que o consumo de canela está associado a uma significante diminuição dos níveis de glicose, colesterol e triglicedes, e um aumento do HDL-C.

Esta última pesquisa reforça o resultado de pesquisas anteriores que mostravam que doses diárias de canela podiam melhorar a pressão sanguínea e os níveis de açucar no sangue de pessoas com diabetes tipo 2, oferecendo uma solução natural para as milhares de pesssoas, no mundo todo, portadoras de diabetes tipo 2.

Aproximadamente 20 milhões de brasileiros são diabéticos, a maioria destes tipo 2.

Teste de urina pode apontar risco de declínio mental em pacientes diabéticos tipo 2

Um simples teste de urina pode ser capaz de identificar pacientes diabéticos tipo 2 com risco de declínio mental, diz estudo.

O estudo feito com aproximadamente 3.000 pacientes diabéticos tipo 2, com idade média de 62 anos, descobriu que os pacientes que constantemente apresentavam proteína na urina durante quatro a cinco anos, tiveram mais declínio na velocidade de processamento de informações pelo cérebro, do que os que não apresentavam a proteína na urina.

As descobertas sugerem que ter proteína na urina, uma condição chamada de Albuminuria, pode ser um alerta precoce de futuros problemas cerebrais. O estudo foi publicado no dia 29 de Agosto, 2013 no Clinical Journal of the American Society of Nephrology.

“Nossa descoberta foi uma pequena mudança na cognição” diz o Dr. Joshua Barzilay, do Kaiser Permanente of Georgia e da Emory, escola de medicina. “entretanto, se esse declínio for contínuo, em 10 a 15 anos pode se tornar um grande declínio das funções cognitivas, quando os pacientes estiverem com 75 a 80 anos de idade, que é quando os declínios se tornam clinicamente evidentes”.

Portadores de diabetes tem entre 50 e 60 % mais chances de apresentar declínios mentais que pessoas não portadoras da doença.

Apesar de relacionar a presença de proteína na urina com declínio mental em idosos com diabetes tipo 2, o estudo não estabelece uma relação causa-efeito.

Noticia original, em inglês: http://health.usnews.com/health-news/news/articles/2013/08/29/urine-test-may-show-risk-of-mental-decline-in-people-with-type-2-diabetes

Chinês com hiperglicemia salvo pelo iPhone + Google Translate

A tecnologia faz parte do nosso dia a dia, cada vez mais, isso ninguém nega mas que pode ajudar no caso de uma hiperglicemia, alguém imaginava?

Nos EUA um policial salvou um senhor chinês que estava tendo uma crise de hiperglicemia se comunicando através do aplicativo do Google Translate instalado no iPhone do policial.

O senhor estava dirigindo inapropriadamente, devido a crise, em uma estrada no Oregon por isso foi parado pelo policial.

Você pode ver mais detalhes no vídeo:

 

Fonte: Macmagazine

Colesterol contra ataque cardíaco

Um estudo recente mostrou que aumentar os nívels de HDL, o colesterol bom, pode diminuir o risco de ataques cardíacos e derrames cerebrais em pacientes com diabetes.

O estudo foi feito com base em expedientes médicos de mais de 30 mil pacientes diabéticos e constatou que aqueles com níveis mais baixos de HDL sofreram mais infartos e derrames que os demais.

Pacientes com diabetes foram o foco do estudo por serem mais propensos a sofrer derrames cerebrais e ataques cardíacos que o restante da população (quase 87% a mais que o restante da população), segundo o projeto Framingham (2008) da Universidade de Boston.

A relação entre o LDL, colesterol ‘ruim’, e ataques cardíacos já é bem conhecida, mas a relação dos níveis de HDL a doenças do coração ainda é desconhecida.

De acordo com o estudo, 61% dos pacientes não apresentaram mudanças significativas nos níveis de HDL, 22% apresentaram um aumento e 11% uma diminuição.

Os pacientes foram acompanhados durante 8 anos, para constatar se foram hospitalizados por ataques cardíacos ou derrame cerebral. Os pacientes que tiveram aumento dos níveis de HDL tiveram 8% menos dessas duas doenças em relação aos que permaneceram com os níveis estáveis. Já os pacientes com diminuição dos níveis de HDL tiveram 11% mais ataques cardíacos e/ou derrames.

Como o estudo era de observação os pesquisadores não intervieram para alterar os níveis de HDL dos pacientes.

 

Tratar é importante…

(esse post deveria ter ido ao ar ontem, dia 14, na Blogagem coletiva pela cura do diabetes)

Geralmente quando eu começo a repetir demais uma mesma coisa, é porque ou ela faz muita diferença para mim, ou eu preciso mudá-la em minha vida. E quando o assunto é diabetes, há algum tempo já, venho repetindo que Tratar é importante, prevenir é importante, controlar é importante, etc…

Quem já leu alguns textos aqui no blog, sabe que sou filho de diabético, que convivi durante a minha adolescencia com problemas decorrentes de um diabetes mal cuidado. Não por falta de vontade (às vezes até sim) mas por falta de conhecimento e tecnologia, ou acesso à ela. Meu pai precisou passar por um transplante de rins e pâncreas, e hoje, convive com outras consequencias, entre elas, um olho praticamente cego, e outro que constantemente sofre um derrame e o deixa completamente cego por alguns dias.

Há algumas semanas um usuário do Glicemias Online publicou algumas fotos do seu “pé diabético”. Como consequencia de um tratamento mal feito, ele teve vários problemas, e um simples calo, quase custou-lhe um pé. Se voltarmos mais um pouco no tempo, alguns anos atrás perdemos um dos melhores técnicos de futebol que o mundo conheceu, Tele Santana faleceu em decorrencia de um diabétes mal cuidado, antes disso, passou por várias internações e teve as pernas amputadas.

Até alguns meses atrás eu ouvia vários elogíos a respeito da forma como vinha me tratando, mas tantos problemas pessoais, trabalho, e a vida corrida da cidade grande, (que não são desculpas ou justificativas, a falha é completamente minha) foram fazendo com que eu deixasse o tratamento de lado… Controlasse menos minha glicemia e como consequencia, desequilibrase.

Entre pensar na cura do diabetes e pensar em tratar as pessoas que vivem com a doença hoje, eu opto pela segunda opção. A cura não está longe, eu acredito nisso, os experimentos e as descobertas são cada vez mais constantes, técnicas diferentes, melhorias em medicações, etc… Claro, é um mercado bilionário. Em uma pesquisa que fizemos alguns anos atrás, cerca de 5 bilhões de dolares eram gastos anualmente apenas com a compra de ‘acessórios’ de um dibético, (agulhas, seringas, glicosímetros, etc…) e mais outros muitos bilhões, com insulina.

Mas limitar o pensamento, acreditando que apenas porque bilhões de dolares são movimentados anualmente, a cura será postergada, soa me como teoria da conspiração. A cura também irá gerar receitas de bilhões, senão trilhões, quadrilhões de dolares, para a indústria farmaceutica. Ainda, curar o diabetes não é tudo. Precisamos pensar em como curar os milhares de rins que sofreram com o diabetes, os milhares de olhos danificados, nervos, pernas, e por ai vai.

Mesmo que sonhemos com a cura, mesmo que ela esteja cada vez mais próxima, não devemos deixar de pensar no hoje, em como iremos viver melhor, com diabetes, até que a cura chegue, e quando chegar, ainda não será para todo mundo, ainda precisaremos cuidar de muita gente, crianças e idosos.

E para que estejamos prontos para receber a cura, precisamos antes, estarmos bem cuidados, sem variações grandes de glicemia ao longo do dia, sem hipos ou hipers, com a A1c na faixa. Sem rins e olhos “machucados”. Porque só assim, estaremos aptos a receber o presente da cura.

Diabetes, minha vida diabética

Há aproximadamente 10 anos fui diagnosticado diabético tipo 1. Não foi uma surpresa, ao menos não para mim, meu pai já era diabético e há pouco mais de um ano, havia passado por um transplante de rins e pâncreas, que ‘curou’ o diabetes, mas não todos os problemas decorrentes de um mal tratamento. Não o culpo, de forma alguma, na época dele, não havia a tecnologia e conhecimentos que temos à nossa disposição hoje. Ainda lembro de quando ele me contou que ao ser diagnosticado o médico lhe disse que ele poderia comer apenas arroz e alface.

Durante alguns anos tentei diversas ferramentas para acompanhar o meu tratamento, cadernos, planilhas no Excell, folhas soltas, programas no celular e o no palm. As ferramentas funcionavam, durante os primeiros dias apenas, depois eu perdia a paciência, o estímulo e o ânimo e as abandonava. Durante algum tempo cheguei a abandonar o tratamento, de certa forma, já não fazia as medições, não tomava insulina do jeito certo e devo ter ficado uns dois anos sem me consultar com um endocrino.

Vídeo que fiz em 2008, para o dia mundial do diabetes, 14/nov.

Depois de alguns anos pensando sobre o assunto, decidi encarar a tarefa e criar o Glicemias Online, durante quase dois anos, meu dia-a-dia foi o trabalho direto com o site, blog, outros diabéticos, e eu mantive um controle invejável, descobri diversas singularidades do ‘meu diabetes’ e pude evoluir muito o meu tratamento. Até que o excesso de trabalho e a enorme lista de ‘coisas-a-fazer’ me distraiu e eu acabei medindo menos, controlando menos e corrigindo mais. Até mesmo deixei de anotar alguns dados no Glicemias Online, por pura negligência minha, preguiça mesmo.

Manter-se fiel a um tratamento que dura para sempre é algo muito complicado. Muitas vezes, tarefas urgentes e o estilo de vida caótico (por falta de outra palavra para descreve-lo) acabam nos desviando desse objetivo. Como os sintomas da hiperglicemia, não aparecem de uma hora para outra (a não ser que você tome uma lata vermelha de coca-cola), e nem a consequência do mal controle aparecem na mesma semana em que ‘escorregamos’, temos a tendência em ‘fingir’ que eles não existem, “não vai acontecer comigo, eu voltarei a me tratar direito antes disso”.

Mas quando assustamos já estamos com a A1C lá nas alturas, e durante alguns meses ‘machucamos’ o nosso organismo de uma forma irreversível.

Ouvir nossos médicos nos dando os puxões de orelha, pode nos fazer pensar: “Ele não sabe do que está falando.” ou “Não é ele que se espeta 100 vezes no dia, por isso fala que é fácil”.

No final das contas, o importante é cuidar para se cuidar sempre, e mesmo que escorreguemos vez ou outra, devemos voltar ao tratamento o quanto antes. Conversar com outros diabéticos, compartilhar suas anotações e conquistas (aquela H1C < 7, ou menor que a última medição, e porque não comemorar essas pequenas vitórias?), nos ajudam a manter o ânimo para o tratamento. E a consequência é que teremos uma vida melhor…

Quer compartilhar com a gente o seu caso? Conte nos como você usa o Glicemias Online, ou qualquer outra ferramenta, pra cuidar da sua saúde.

A família diante do diabetes da criança ou adolescente

Neste texto de estreia aqui no blog gostaria de falar sobre a família diante do diagnóstico do diabetes da criança ou do adolescente. Em primeiro lugar, sabe-se que nenhuma família está preparada para uma situação de adoecimento de seus filhos. Por ser uma doença de início comumente abrupto na faixa etária em questão, a família fica extremamente insegura com tantas adaptações necessárias para um bom controle e manutenção da doença. A imaturidade dos filhos, muitas vezes é um dos principais impasses enfrentados principalmente pelas mães, as quais estão mais próximas. Outra questão preocupante é se os filhos saberão manejar o diabetes sozinhos, sem a sua supervisão, como, por exemplo, quando estão na escola ou em alguma atividade de lazer.

O que os pais e os outros membros da família mais próximos devem fazer diante de tantas mudanças? Não existe exatamente uma receita a ser seguida, mas sugere-se uma postura de oportunizar o desenvolvimento da autonomia da criança ou do adolescente, de acordo com as limitações de cada faixa etária. É importante também que o medo e o sentimento de proteção não impeçam a possibilidade de um viver dentro do que se pode dizer normal, ou seja, que a criança ou o adolescente com diabetes possa participar de atividades corriqueiras da sua idade. Isso os tornará seguros diante de outras situações do cotidiano e certamente, eles saberão que terão de ser responsáveis pelo controle da doença, mas não necessitarão de serem privados ou tolhidos no que desejarem fazer.

A família tem muita importância no manejo da doença e também deve conhecer minimamente os sintomas de hipo e hiperglicemia, afim de que possam auxiliar na correção dessas complicações agudas, pois muitas vezes, no início, a criança ou o adolescente não percebem os sintomas ou não têm condições de corrigir.

A configuração da família também pode sofrer modificações com a chegada da doença,ocorrendo aproximações ou afastamento entre os membros.Conflitos pelas diferenças de faixa etária ocorrerão, independentemente da presença do diabetes. Deve ser incentivado o respeito mútuo entre as limitações de cada um, considerando que o diabetes e tudo que está envolvido, inclusive acréscimos de “broncas” dos pais, por eventuais descompensações, não devem ser impedimento para um bom convívio familiar.

Este é meu primeiro texto aqui, portanto, permitam que eu me apresente. Sou Vanessa Cabral, enfermeira, mestre em Ciências pela Escola de Enfermagem da USP, voluntária na Associação de Diabetes Brasil e… tenho diabetes tipo 1!