Conversas paralelas: motivação e emoção

“Você pode dar às pessoas todas as ferramentas para gerenciar a sua diabetes, mas algumas simplesmente não vão usá-las. Por que isso?”, perguntou o Dr. Andreas Stuhr (Diretor Médico da Roche Diabetes Care na América do norte, e paciente com diabetes tipo 1) a uma colega durante uma conversa em um evento da Roche em Orlando.

Felizmente, ela sabia a resposta a essa questão – é tudo psicológico, tudo é emocional. Se alguém não vê motivação em manter-se bem, então não irá fazê-lo. A motivação pode ser tão simples como querer viver uma vida longa e saudável livre de complicações ou de uma lista de objetivos de vida. Existem muitas pessoas com diabetes que tem essa motivação suficiente para superar a sua condição, porém, existe também muita gente que para alcançar essa motivação tem um pouco mais de dificuldade.

Como muitos de nós com diabetes sabemos muito bem, podemos ser mais propensos à depressão, como qualquer outra pessoa que tenha uma doença crônica. O gerenciamento dia-após-dia da condição pode se tornar complicada. Verificações de glicemia, consultas médicas, contagem de carboídratos, efeitos colaterais, tratar hipoglicemia – todo esse tempo acrescenta-se ao tempo perdido no trabalho, ou de relaxar com a família em casa, ou apenas ser capaz de desfrutar dos prazeres simples da vida. Não admira que alguns de nós canse do diabetes, ou mesmo tenham depressão.

Rachel Baumgartel, a colega do Dr. Stuhr, fala sobre a sua situação com metformina. É um tratamento fantástico e barato para a resistência à insulina em ambos os tipo 1 e tipo 2 de diabetes. Ela relata que se sentiu um fracasso por ser incapaz de tolerar os efeitos colaterais gastrointestinais (não importa o remédio que tentasse) e também se sentiu um fracasso no trabalho porque passava várias horas por semana no banheiro para gerenciar esses efeitos colaterais. Ela conversou com seu endocrinologista para verificar se os custos físicos e emocionais da metformina compensavam seus benefícios, nesse caso.

Nem todo mundo é sincero com seu médico com medo de passar vergonha devido aos efeitos colaterais. É ai que as pessoas tornam-se deprimidas por estarem doentes ou deixam de tomar o medicamento sem ao menos conversar com o médico, apenas esperando os resultados de exames de sangue para aí sim dizer a verdade.

Outro obstáculo comum é o temor de hipoglicemia severa. Rachel conta que depois de anos de um controle rígido que levou a ocorrência de hipoglicemia assintomática (insensibilidade aos sintomas da hipoglicemia), seu marido, diabético tipo 1, sofreu uma convulsão devido a hipoglicemia severa. É um longo caminho a ser percorrido até aceitar que a hipoglicemia acontece, que o controle rígido pode ser alcançado sem que leve a hipoglicemia assintomática, que a convulsão pode nunca acontecer novamente.

Existem muitas ferramentas disponíveis para viver bem com o diabetes. O impacto emocional deve ser considerado uma dessas ferramentas para que o tratamento seja eficaz. O Glicemias Online é uma outra ferramenta que pode ser utilizada para viver bem com o diabetes, e ainda pode te motivar a manter um controle rigído da doença por facilitar o seu dia a dia.

Traduzido e adaptado de Diabetes Daily.

Um comentário para “Conversas paralelas: motivação e emoção”

  1. […] E o meu cansaço foi justificado nesse parágrafo que lí no Glicemias Online: […]