Atletas tipo 1

Tem uns 13 anos que descobri ser diabético. Quando isso aconteceu eu treinava para uma aventura, iria escalar, sozinho, o Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil.

Durante o treinamento para isso eu praticava muito exercício, e consequentemente comia muito também. A alta quantidade de atividade física mascarou durante alguns meses os sintomas da hiperglicemia. Quando a atividade física começou a diminuir um pouco eu descobri que estava diabético.

A primeira decisão foi abortar a escalada, e comecei a praticar esportes menos intensos, ou não tão longe de casa. E o sonho de viver como um atleta, sempre escalando, competindo, buscando performance foi interrompido. Deu lugar a outras coisas, outras formas de conquista. Mas hoje me pergunto (sem arrependimentos) será que eu deveria mesmo ter parado?

Hoje eu sei que eu não precisava ter parado. E tenho certeza e exemplos de que é possível ser um atleta de elite, mesmo diabético. E o que não falta são exemplos.

A NASCAR, famosa corrida de carros nos Estados Unidos tem um piloto diabético, Ryan Reed.

Henry Slade e Aidan Broddell jogadores de rugby são outro exemplo de atletas diabéticos.

rugby players

Aidan Broddell e Henry Slade, diabéticos tipo 1

E para não ficar apenas com exemplos “importados”, lembra do Washington, ex-jogador do Fluminense que quebrou o recorde de gols em uma única edição do Campeonato Brasileiro? Pois é, ele também é diabético.

washington

Aidan Broddell e Henry Slade, diabéticos tipo 1

Podemos não ser atletas de elite, profissionais, mas aquela caminhada de todo dia, que nos tira do sedentarismo e ajuda a equilibrar os níveis de açucar no sangue e reduzir a quantidade de insulina que tomamos, não tem que ficar só na promessa!

 

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